Depois de mais de trinta dias de viagem a bordo do navio Adria, finalmente chegaram ao Porto Rio de Janeiro, a então capital federal do Brasil, ao raiar de um novo ano.
Depois de um breve descanso na Hospedaria de Imigrantes na Ilha das Flores, tempo necessário para cumprirem o período obrigatório de quarentena. Não sabemos quanto tempo ficaram, pois, nem todos os imigrantes ao desembarcarem precisavam ficar muitos dias antes de prosseguirem viagem aos seus destinos, principalmente se não tivessem ocorrido doenças transmissíveis a bordo durante a travessia, como foi o caso desta viagem.
Assim, após alguns dias embarcaram no vapor Rio Negro com destino ao Porto de Paranaguá, porto final desta viagem e aonde chegaram no dia 14 de Outubro de 1890.
Não tenho detalhes sobre este período entre a chegada em Paranaguá e a fixação na capital paranaense. Através de informações de outros parentes, disseram que em Paranaguá, Francesco Piazzetta hábil artesão, juntamente com os filho mais velho, exerceu a secular atividade de família, trabalhando a madeira na construção de portas, janelas, assoalhos, forros e móveis entalhados. Também os outros filhos foram iniciados na mesma atividade. Porém esse período ainda não pode ser comprovado.
Francesco Piazzetta com os seus filhos se transferiram para Curitiba, capital do estado do Paraná, situada em um amplo altiplano, a 990 metros sobre o nível do mar, onde as condições climáticas são muito parecidas àquelas da cidade natal no Vêneto.
Estabeleceram moradia na Colônia Dantas, atual bairro da Água Verde, uma das diversas colônias italianas criadas em torno da capital. A Colônia Dantas inicialmente pertencia à paróquia de Santa Felicidade, onde já era muito grande a presença de imigrantes vênetos e seus descendentes.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Bem vindo ao blog da Família Piazzetta