28 setembro 2022

A origem remota da Família Piazzetta

Piazza Maggiore de Feltre

 


Em todas as pesquisas por nós realizadas na Itália, sempre encontramos referências muito antigas da presença de membros da Família Piazzetta na cidade de Feltre, província de Belluno. Assim, e ainda com base nesses mesmos estudos, podemos intuir que as raízes da grande Família Piazzetta estão nesta cidade ou em seus arredores, uma vez que os limites geográficos entre os municípios atualmente conhecidos, mudaram muito no decorrer dos anos.

Sabemos que a cidade de Feltre foi invadida e saqueada pelos exércitos comandados por Maximiliano I. A cidade de Feltre foi muito danificada e este fato deve ter ocasionado um grande êxodo dos seus habitantes para escapar dessa tragédia.

A procura por trabalho, sempre foi um importante motor dos grandes movimentos migratórios em todo o mundo. Acarretava e ainda, nos dias de hoje, continua motivando os grandes deslocamentos de populações.

Em uma cidade sitiada e depois saqueada, com certeza, era necessário se afastar e procurar abrigo e recursos em outros locais. Esses dois foram provavelmente os motivos que obrigaram os membros da Família Piazzetta a migrarem mais ao sul, em Alano di Piave ainda na província de Belluno, em busca de segurança e trabalho. 

Segundo registros encontrados em Pederobba, os membros da família Piazzetta eram artesãos e sempre se dedicaram ao trabalho da madeira. Eram hábeis entalhadores e escultores, além de marceneiros, cujos trabalhos se encontram hoje  facilmente em inúmeras igrejas da região e até em Veneza. O trabalho deles era muito disputado pelos senhores da época. Esta habilidade foi provavelmente a causa de terem sido encontrados alguns documentos em Pederobba que apontaram que membros da família Piazzetta trabalharam por muitos anos para algumas famílias nobres e por eles eram bem-quistos e protegidos, como podemos constatar nos registros de batismo de várias épocas de crianças da família Piazzetta que tiveram  como padrinhos  membros de famílias nobres da época.

Naquele tempo de forte separação da sociedade por castas, uma família nobre e rica somente apadrinharia os filhos de um empregado se tivessem estima por ele e, principalmente,  apreciassem a qualidade do seu trabalho.


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