29 setembro 2022

As duras condições de vida




Francesco Piazzetta relatava que as condições de vida, no Vêneto daquela época, não eram muito diferentes de outras cidades daquela região do norte da Itália. O custo de vida era muito alto, principalmente para os mais pobres, sendo que faltava trabalho para uma grande parte da população. A perda das colheitas na região pelas desastrosas condições do clima, durante vários anos seguidos: seca, temporais de granizo, enchentes nas planícies e aluviões nas montanhas, fizeram com que a fome e a pelagra atingissem todo o Vêneto.

Os pequenos agricultores, os trabalhadores rurais diaristas e os artesãos, sofriam muito mais, principalmente devido aos famigerados impostos sobre a farinha e sobre o sal, duas odiosas formas de taxas que penalizavam sempre os mais fracos. Não viam eles uma possibilidade de futuro melhor na sua terra natal e a voz corrente era emigrar para a América, na época o tão decantado “el dorado”. Muitos dos seus vizinhos e amigos já tinham partido em emigração e isso contagiava a todos.

Finalmente, em 1890 Francesco Piazzetta, então viúvo e com cinco filhos para criar, em face das difíceis condições de vida na Pederobba de então, com a falta de perspectiva de um futuro digno para os seus filhos, decidiu emigrar para o Brasil. Ao partirem deixaram lá em Pederobba a filha primogênita e irmã Giovanna Antonia, então já casada com Luigi Viviani, a qual nunca mais voltariam a vê-la.

Assim, no ano de 1890, Francesco Piazzetta e os filhos: Giovanni Battista com 19 anos, Colomba Rosa com 14 anos, Noé com 11 anos e Augusta Aurora com 10 anos, deixaram para sempre a querida terra natal para nunca mais voltarem.



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