Francesco Piazzetta relatava que as condições de vida, no Vêneto daquela época, não eram muito diferentes de outras cidades daquela região do norte da Itália. O custo de vida era muito alto, principalmente para os mais pobres, sendo que faltava trabalho para uma grande parte da população. A perda das colheitas na região pelas desastrosas condições do clima, durante vários anos seguidos: seca, temporais de granizo, enchentes nas planícies e aluviões nas montanhas, fizeram com que a fome e a pelagra atingissem todo o Vêneto.
Os pequenos agricultores, os trabalhadores rurais diaristas e os artesãos, sofriam muito mais, principalmente devido aos famigerados impostos sobre a farinha e sobre o sal, duas odiosas formas de taxas que penalizavam sempre os mais fracos. Não viam eles uma possibilidade de futuro melhor na sua terra natal e a voz corrente era emigrar para a América, na época o tão decantado “el dorado”. Muitos dos seus vizinhos e amigos já tinham partido em emigração e isso contagiava a todos.
Finalmente, em 1890 Francesco Piazzetta, então viúvo e com cinco filhos para criar, em face das difíceis condições de vida na Pederobba de então, com a falta de perspectiva de um futuro digno para os seus filhos, decidiu emigrar para o Brasil. Ao partirem deixaram lá em Pederobba a filha primogênita e irmã Giovanna Antonia, então já casada com Luigi Viviani, a qual nunca mais voltariam a vê-la.
Assim, no ano de 1890, Francesco Piazzetta e os filhos: Giovanni Battista com 19 anos, Colomba Rosa com 14 anos, Noé com 11 anos e Augusta Aurora com 10 anos, deixaram para sempre a querida terra natal para nunca mais voltarem.

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